:OLHO MÁGICO:


Gênero: Thriller Psicólogico
Roteiro e Direção: Moacir Prudêncio Jr.
Elenco: Cláudio Costa Val
Participação Especial: Teuda Bara
Ano: 2008
Cor: Preto e Branco/Colorido
Bitola: 16mm
Local: Belo Horizonte

SINOPSE:

Um Rapaz sozinho na sala de seu apartamento. De repente, alguém com uma voz ameaçadora bate à porta. No mesmo instante ele descobre uma alta quantia em dinheiro no bolso do roupão. Este e outros estranhos acontecimentos irão desencadear uma fuga na qual crime, cifras e Beethoven serão as peças fundamentais de um quebra-cabeça cujo sentido será revelado somente através do olho mágico de uma porta.

EQUIPE:

Assistente de Direção: Cecília Japiassú Porto
Produção Executiva: Cristiano Romanelli e Cláudio Costa Val
Direção de Produção: Mariana Mattos
Assistente de Produção: Cecília Gabrielan
Direção de Fotografia: Sérgio Gomes
Câmera: Sérgio Gomes
Still: Luisa Moraes
Continuista: Camila Esteves
Direção de Arte: Moacir Prudêncio Jr.
Produção de Arte: Camila Esteves e Rebeca de Paula
Maquiagem e Figurino: Carolina Breviglieri e Expedita Rafaela
Captação de Audio: Tiago Miranda
Edição: Bruno Souza

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Peeping Tom



Um rapaz chamado Samuel, amigo de Luisa (a musa da fotografia Still de nosso filme!), na ocasião de uma visita ao meu orkut deixou de presente uma feliz indicação, inspirado acredito eu pelo material deste blog. Ele me apresentou o título "Peeping Tom" (A Tortura do Medo) do aclamado diretor Michael Powell: o mesmo de "The Red Shoes" (Os Sapatinhos Vermelhos). O filme conta a história de um fotógrafo, interpretado por Carl Boehm, que é obcecado em capturar o medo no rosto das pessoas. Para isso, comete crimes e filma suas vítimas.

Simpático ele, não?
Na versão em inglês da sinopse há um trecho brilhante. Ele se aproxima bastante do universo assombrado vivido pelo protagonista do nosso curta. Reproduzo aqui:

Can you see yourself in this picture? Can you imagine yourself facing the terror of a diabolical killer? Can you guess how you'd look?

Powell, em parceria com o roteirista Leo Mark, parece traçar (e digo assim por que ainda não vi o filme) através das lentes da câmera um peculiar panorama do voyeurismo. Até onde eu pude perceber pelas imagens que vasculhei na internet o equipamento cinematográfico funciona como ferramenta para uma autópsia forense do personagem protagonista.

E sob este aspecto, o nosso olho mágico compartilha dessa mesma propriedade. Principalmente quando ele se torna veículo da narrativa. O olho mágico, portanto, seria a câmera que captura a realidade para criar uma outra à sua maneira: um duplo distorcido, decomposto e apavorante que, ironicamente, é mais próximo da natureza de cada um de nós.

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